7ª Edição – 2025

Consolidação e reforço internacional

Introdução

A 7.ª edição do Moinho Cine Fest foi a última promovida pela União das Freguesias de Custóias, Leça do Balio e Guifões, antecedendo a sua extinção e desagregação administrativa. O festival apresentou quatro sessões, realizadas a 28 e 29 de março e a 11 e 12 de abril, reforçando a continuidade do seu compromisso com o cinema de curta duração.

Foram recebidas 425 inscrições provenientes de 54 países, das quais 50 filmes de 20 países foram selecionados, evidenciando a diversidade internacional que caracteriza o festival. As categorias em competição incluíram nano‑metragem, micro‑metragem e curta‑metragem, esta última alargada até 60 minutos para integrar a média‑metragem.

Esta edição assinalou ainda a primeira atribuição do EFFE Label ao Moinho Cine Fest, uma distinção da European Festivals Association que reconhece a qualidade artística e o impacto cultural do festival.

Premiados

  • Melhor Filme: Uma Mãe Vai à Praia — Pedro Hasrouny (Portugal)
  • Melhor Filme Nacional: Uma Mãe Vai à Praia — Pedro Hasrouny (Portugal)
  • Melhor Filme Internacional: The Steak — Kiarash Dadgar (Irão)
  • Melhor Curta‑metragem: Uma Mãe Vai à Praia — Pedro Hasrouny (Portugal)
  • Melhor Micro‑metragem: A Culpa é da Água — Ana Leonor Guia, Marta Quintanito Roberto, Rúben Pinto e Tiago Magalhães (Portugal)
  • Melhor Nano‑metragem: KINOKARENINA — Andrii Makarchenko (Ucrânia)
  • Melhor Animação: T‑ZERO — Vicente Nirō (Portugal)
  • Melhor Documentário: 1/4 de Glória — Rafaela Gomes (Portugal)
  • Melhor Ficção: The Steak — Kiarash Dadgar (Irão)
  • Melhor Filme Experimental: O Fecho de uma Refinaria — Vasco Monteiro (Portugal)
  • Menção Honrosa: The Steak — Kiarash Dadgar (Irão)
  • Menção Honrosa: Uma Mãe Vai à Praia — Pedro Hasrouny (Portugal)

Seleção Oficial

A Seleção Oficial reuniu filmes de múltiplos géneros e origens, refletindo a diversidade que marcou esta sétima edição.

Curtas‑metragem

    • 1/4 de Glória — Rafaela Gomes (Portugal)
    • A Summer’s End Poem — Lam Can‑zhao (China)
    • A vista do avião — Daniele Grosso (Portugal)
    • Agudela — Maria José Mendes (Portugal)
    • Ana Morphose — João Rodrigues (Portugal)
    • Défilement — Francisca Miranda (Portugal)
    • It’s You — Mónica Moura (Portugal)
    • Light of Light — Neritan Zinxhiria (Grécia)
    • Memórias de uma casa vazia — Bruno Carnide (Portugal)
    • Monte Clérigo — Luís Campos (Portugal)
    • Nena — Xosé A. Touriñán e Jairo Iglesias (Espanha)
    • O Fecho de uma Refinaria — Vasco Monteiro (Portugal)
    • O Fim era Apenas o Início — António Aleixo (Portugal)
    • Ribeiro de Baixo, Cabo do Mundo — Rodrigo Queirós, Nuno Mendonça e Vítor Covelo (Portugal)
    • Rose Rash — Thanut Rujitanont (Tailândia)
    • Sara — Ariana Andrade Castro (Peru)
    • Surf Church: Além da Costa — Naomi Yoder (Estados Unidos da América)
    • The Coat — Alexander Alexandrovich Litskevich (Rússia)
    • The Currency – Sensing 1 Agbogbloshie — Elom 20ce, Musquiqui Chihying e Gregor Kasper (Alemanha)
    • The Looking Game — Ann Upton (Irlanda)
    • The Steak — Kiarash Dadgar (Irão)
    • Things in the Psyche of an Awake Dreamer — Remy Ryumugabe (Ruanda)
    • T‑ZERO — Vicente Nirō (Portugal)
    • Uma Mãe Vai à Praia — Pedro Hasrouny (Portugal)
    • Women of Bissau — Juan García de la Fuente e Dave Jackson (Espanha)

    Micro‑metragem

    • [Portrait(s)] — Luís Miranda (Portugal)
    • A A Mamá — Juan Escribano Tamayo (Espanha)
    • A Bem da Nação — Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos do Caniço (Portugal)
    • A Culpa é da Água — Ana Leonor Guia, Marta Quintanito Roberto, Rúben Pinto e Tiago Magalhães (Portugal)
    • A pleasure — Sonia Estevez (Espanha)
    • Adeus — Beatriz Silva (Portugal)
    • Boxed — Raquel Morim (Portugal)
    • Doors — José Assembleia (Portugal)
    • Eleanor — Elise Middlemiss (Austrália)
    • Losing My Body — Žiga Ciber (Eslovénia)
    • Mirror — Nuno Serrão (Portugal)
    • -Oh — Clara Trevisan, Juan Maria León, Nan‑Tung Lin e Tata Managadze (Portugal)
    • PLENIR — Daša Grgič (Itália)
    • Respira — Ana Li (Brasil)
    • Rosetta’s Lucky House — Mary Rose McClain e Emma Dollery (Estados Unidos da América)
    • Summertime Sadness — Myriam González Sánchez (Espanha)
    • VENI VIDI NON VICI — Leonor Calaça (Portugal)

    Nano‑metragem

    • Endless Lift‑Off — Pierre Yves Clouin (França)
    • Kinokarenina — Andrii Makarchenko (Ucrânia)
    • My Mom Increasingly Unable to Understand How to Use a Phone Haiku — Finn Harvor (Coreia do Sul)
    • Overcome — Bil Richardson (Estados Unidos da América)
    • Sonho de Vida — Renata Monteiro (Brasil)
    • The Trails of Life #1 — Chris Furby (Reino Unido)

    Fora de Competição

    • 13H — José Paulo Santos (Portugal)

    Curta Canedo

    • Sarita Brega e Chique – Vida e Arte de um Ator Transformista — Carmelita Gomes (Brasil)

    Júri

    José Paulo Santos

    Nascido em Coimbra em 1979, vive em Matosinhos e dedica-se ao cinema independente desde 2013. Realizou filmes como …além da sala de espera, integrado no Plano Nacional de Cinema, Circunstâncias, Observador, 13H, 1965 | Panreal, um edifício de Nadir Afonso e Zé Luís, um escultor de vozes. As suas obras foram exibidas em 289 festivais internacionais, onde receberam 280 prémios. É docente e coordenador do curso de Multimédia na Escola Artística da Árvore e doutorando na Universidade de Vigo.

    Lídia Muñoz

    Atriz portuguesa formada pela Escola Profissional de Teatro de Cascais e pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Trabalhou com encenadores como João Mota, Carlos Avilez, João Lourenço, António Simão, Sérgio Moura Afonso, Marta Dias e Diogo Infante. Participou em mais de trinta produções, incluindo O Comboio da Madrugada, onde contracenou com a sua avó Eunice Muñoz, e A Margem do Tempo. No cinema, integrou filmes como Eunice ou Carta a uma Jovem Actriz e O Misterioso Caso de Lázaro Lafourcade.

    Tiago Durão

    Realizador português vencedor do Prémio Sophia da Academia Portuguesa de Cinema em 2022 com Eunice ou Carta a uma Jovem Atriz. Viveu em Nova Iorque entre 2016 e 2019, onde produziu e realizou a longa-metragem Alice Nova Iorque e Outras Histórias, premiada internacionalmente. Realizou Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente, estreado na RTP2, e O Misterioso Caso de Lázaro Lafourcade, celebrando os 80 anos de carreira de Ruy de Carvalho. Encontra-se atualmente em pré-produção de um novo documentário.

    Ficha Técnica

    • Direção: André Almeida Rodrigues
    • Organização: Anartem – Associação Cultural
    • Promoção: União das Freguesias de Custóias, Leça do Balio e Guifões
    • Ano: 2025

    Galeria

    Registo visual das sessões presenciais da 7.ª edição, realizadas em Custóias, Leça do Balio e Guifões.

    Apoios

    Apoios Institucionais

    • Câmara Municipal de Matosinhos
    • União das Freguesias de Custóias, Leça do Balio e Guifões
    • EFFE Label 2024–2025 — European Festivals Association

    Apoios

    • Conservas Pinhais
    • ALADI – Associação Lavrense de Apoio ao Diminuído Intelectual

    Catálogo

     Outras Edições